GlobalBrands enxerga grande desafio para salvar a imagem da marca Costa Cruzeiros

Próximos passos irão definir dano à imagem.

Brasil Econômico – 17/01/2012

Para especialistas, comunicação pode minimizar prejuízos à marca Costa

Carolina Pereira

Um acidente como o ocorrido com o navio da Costa Cruzeiros neste final de semana podem trazer graves danos à imagem da companhia e, consequentemente, perdas financeiras. A Air France KLM, por exemplo, teve prejuízo de € 1,5 bilhão (cerca de R$ 3,6 bilhões) no ano fiscal de 2010, após o desastre que deixou 228 mortos em 2009 em voo que saiu do Rio de Janeiro com direção a Paris. O acidente, claro, não foi o único motivo das perdas, mas a empresa admitiu a influência da tragédia no balanço.

No caso da Costa Cruzeiros, os impactos também podem ser grandes, mas a companhia tem seguido a linha certa para minimizar as consequências da tragédia na sua imagem, segundo o especialista Julio Moreira, professor da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“Eles estão presentes na mídia esclarecendo os motivos, que é o que deve acontecer em um momento de crise. A Chevron, por exemplo, não soube fazer isso”, compara Moreira, referindo-se ao episódio do vazamento de óleo ocorrido em novembro na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

Para Moreira, o impacto do acidente na credibilidade da Costa ainda depende de como a empresa vai lidar com as famílias das vítimas, por exemplo.

Outro especialista, José Roberto Martins, presidente da consultoria GlobalBrands, resume em uma palavra o que deve ser feito para diminuir as consequências: presença. “A imagem pode sair mais ou menos arranhada.

Por enquanto, a Costa está no caminho certo”, analisa.

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