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Em 2013 PIB dos EUA aumentará 500 bilhões de dólares com ativos intangíveis

© 2013 José Roberto Martins

De acordo com notícia publicada no site ZeroHedge o PIB dos EUA aumentará cerca de 3% em julho de 2013 por conta da inclusão dos ativos intangíveis nas contas.

Tá certo. Muitas pessoas dirão de pronto que se trata de mais uma manobra contábil, mais um jeitinho do Tio Sam para anabolizar as suas combalidas contas. Se tudo não for feito conforme as melhores práticas de avaliação, é até possível que isso possa acontecer.

Mas antes de chutar a águia vamos nos lembrar de 1999, ano em que os EUA lançaram na mesma conta o valor dos softwares, até então promessas incipientes do negócio revolucionário e multibilionário em que se tornaram nos anos seguintes.

Mas a conta incluirá muito mais que os softwares: filmes de Hollywood, livros, gravações, pesquisas farmacêuticas, patentes de novos equipamentos, tecnologia espacial e de defesa, e assim por diante. Claro, todas as receitas relacionadas a tais bens já contabilizadas nos balanços das empresas ou dos órgãos do Estado. Contudo, os impostos e taxas não estão. E é num pequeno detalhe relacionado ao caixa que os EUA inovarão.

Trata-se de uma mesma distorção, presente nas contas do Estado e das empresas privadas há muitas décadas: os custos de pesquisa, desenvolvimento e inovação são tratados como despesas. Até que os custos se tornem receitas eles carregarão um ônus contábil, o qual desequilibrará a correta apuração das contas.

Sabemos, por prevenção e experiência, que nem todos os custos de PD&I resultarão em receitas e lucros. Contudo, não contabilizar esses custos como investimentos é uma ameaça ainda maior. Por exemplo, vimos nos processos de privatização do Banespa e da Infraero um imenso descolamento entre os preços mínimos em leilão e os preços efetivamente pagos. Isso foi explicado, em parte, pela ausência de uma avaliação econômica por parte do Estado do seu conjunto de riquezas intangíveis.

Ainda não conhecemos os detalhes da contabilização dos intangíveis do Tio Sam, o que será possível no decorrer de 2014. De qualquer forma, a medida serve de inspiração para o nosso país. Temos uma infinidade de ativos intangíveis, muitos dos quais de grande importância tecnológica, como o domínio de toda a cadeia de valores do combustível etanol, isso sem falarmos nos nossos ativos ambientais, dos fármacos baseados em nossa flora, na prospecção de minerais e de petróleo e tantos outros.

Pensando bem, 500 bilhões de dólares começa a parecer um número modesto. Não é mesmo?

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