Fusão Itaú e Unibanco – Folha de Pernambuco

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Folha de Pernambuco – 04 de novembro de 2008

Maior impacto será sobre bancos privados

A fusão dos bancos Itaú e Unibanco foi bem recebida pelos economistas e especialistas na área. Porém, a união pode ter maior impacto junto a outros bancos privados. “Esta compra fez com que o Itaú Unibanco Holding se torne a maior entidade do Hemisfério Sul, o que fará com que outros bancos tenham maior dificuldade para crescer”, afirmou o coordenador do MBA de Branding da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), José Roberto Martins.

Segundo ele, o principal concorrente do Itaú antes da fusão era o Bradesco, que até então sustentava, com folga, o título de maior banco privado do País. “Com esta operação, o Itaú reforçará o mercado. Então, o Bradesco ficará em uma condição mais desfavorecida. Isso porque não existe outro grande banco à venda”, analisou. De acordo com Martins, para crescer, o Bradesco precisa investir em estrutura. “Esta sempre foi uma das forças do Bradesco. É neste sentido que o banco precisa investir”, avaliou.

De acordo com o analista da Austin Rating, Luiz Miguel Santacreu, há inclusive uma lista de possíveis bancos que poderiam ser comprados pelo Bradesco. Um deles é o Banco Votorantim (BV), forte na concessão de crédito consignados e financiamento de veículos.

Com relação aos bancos públicos, segundo o coordenador, a fusão foi uma boa oportunidade, principalmente neste momento de crise financeira, quando essas entidades são grandes veículos utilizados pelo governo. “Com esta operação, um banco privado se tornou maior do que os bancos públicos. Deve haver uma reinjeção de recursos nos bancos públicos para que eles não se distanciem da nova entidade”, disse.

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