G1 da Google é grande desafio de branding

Demorou, mas a marca Google chegou aos bens tangíveis.

Demorou mas a marca Google chegou ao mundo real. No dia 23 de setembro de 2008 (guarde a data) lançou o celular desenvolvido em parceria com a T-Mobile.

O aparelho tem a pretensão de desbancar o iPhone da Apple, e, para tal objetivo, seguirá caminhos diferentes e iguais aos da concorrente.

A semelhança principal é a amarração a um contrato de dois anos com a telefônica T-Mobile, que venderá o aparelho nos Estados Unidos por 179 dólares a partir de 22 de outubro, por sinal uma bela data. O plano mensal de assinatura ficará na casa dos 30 dólares.

A cópia da estratégia de amarração da Apple em tempos de liberdade de escolha é contraditória, mas provoca o teaser necessário para o recurso do “objeto do desejo; custe o que custar”. Vamos ver se a imagem da marca Google tem bala para isso. A julgar pelo seu valor nas listas das marcas mais valiosas, ela tem fôlego para isso, e muito muito mais.

Terá também seu próprio sistema operacional aberto, o Android, que, criado pela própria, pretende significar a navegabilidade na internet anos adiante.

No restante, as especificações técnicas, que já estão se tornando commodity, e até alguns “plus a mais”. Tela sensível ao toque, alta velocidade, GPS, e-mail, Wi-Fi, câmera fotográfica (só que de 3.0 megapixels) se juntam a um miniteclado QWERTY, sob a tela, remetendo aos modelos da Blackberry, que também sofrerá a esperada ameaça do G1.

O risco de branding é, evidentemente, a extensão da marca. Poderosa no mundo virtual, e imperadora da economia do conhecimento, a marca enfrentará pela primeira vez, e ao vivo, a sanha dos consumidores cada vez mais exigentes, intolerantes e volúveis.

Se o aparelho apresentar problemas funcionais, ou tiver a assistência técnica de praxe do setor, receberá, certamente, doses generosas de tolerância daqueles que admiram a marca. Mesmo os tropeços técnicos do iPhone ainda não derrubaram as vendas, o que significa que o amor existe e pode ser praticado entre a escolha de marcas. Todavia, até casamentos com filhos acabam.

Não foi ao acaso, portanto, que G1 foi o nome escolhido. Sendo o primeiro produto real da marca Google, é de se esperar que mais coisas estejam a caminho. É a tentação da extensão. Qual marca reconhecida e valiosa consegue resistir aos seus encantos?

Vamos ver como o G1 se comporta no mundo real do sangue, suor e lágrimas das controvérsias da logística e da assistência técnica, além do capital humano despreparado.

Vamos também aproveitar para confirmar se o valor da marca publicado nas listas pode se traduzir em ganhos no mundo real.

Para saber mais sobre o novo gadget não perca seu tempo aqui e vá direto ao link para o site T-Mobile G1, assista ao vídeo e aproveite também para ler o manual. Ou ainda, leia análise e especificações (com direito a vídeo também) em Detalhes do G1, primeiro celular com o Google Android e HTC G1 O CELULAR ‘DO GOOGLE’ .

Link Oficial: http://www.t-mobileg1.com/default.aspx

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