Pitanguy vem de fora – O valor da marca Pitanguy, na IstoÉ Dinheiro

José Roberto Martins, consultor da GlobalBrands, opina que não basta ter uma marca valiosa em cosméticos. É preciso que o projeto seja bem desenvolvido, ou então o valor da marca não será alcançado plenamente.

Pitanguy vem de fora

Produzida na França e com foco exclusivo no mercado de luxo, a linha de cosméticos do famoso cirurgião quer voltar ao Brasil
Por Carolina Guerra – IstoÉ Dinheiro Edição 594 – 19 de Fevereiro de 2009

Os Brasileiros costumam se orgulhar quando falam do carioca Ivo Pitanguy, 82 anos, conhecido como um dos grandes ícones da cirurgia plástica mundial, profissional que ajudou a renovar a beleza de divas como Sophia Loren e Elizabeth Taylor. Pitanguy, muitos dizem, “é coisa nossa”. Nem tanto. Quando o assunto são os cosméticos assinados pelo mestre do bisturi, o Brasil tem ficado bem longe. É que sua marca, a Beauty By Clinic Ivo Pitanguy, lançada em 1999, virou grife de luxo e tem conquistado o mundo. Seus produtos, cremes antienvelhecimento, hidratantes, esfoliantes, são vendidos em perfumarias premium de Paris, em refinadas lojas como as americanas Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, na Espanha e em outros seis países da Europa e da Ásia. O novo ponto a receber produtos Pitanguy é o spa do hotel suíço Guarda Golf, cujas diárias alcançarão a faixa dos US$ 2 mil. “Fiz questão de trazer a Beauty By Clinic Ivo Pitanguy para o hotel. As europeias se interessam por tudo o que vem de Pitanguy“, conta Nati Felli, proprietária do Guarda Golf. Os brasileiros, entretanto, terão de esperar. A linha, fabricada pela francesa Cosmetique et Parfum International (CPI), uma multinacional da perfumaria com faturamento de US$ 1,6 bilhão, precisa do aval da Anvisa para ser vendida aqui e isso só deverá ocorrer em abril.

Essa não é a primeira vez que a marca tenta conquistar o mercado brasileiro. Na verdade, a grife nasceu para atender a demanda dos pacientes da clínica Ivo Pitanguy que pediam produtos de beleza para usar após as operações. Gisela Pitanguy, a filha do cirurgião, tomou a frente do projeto, associou- se a um investidor brasileiro e terceirizaram a fabricação dos cosméticos com Lipson Cosméticos, em São Paulo. Só que, por aqui, o negócio não decolou: em cinco anos, tinham apenas seis pontos de venda e os produtos encalharam. “A marca Pitanguy é forte, portanto, provavelmente a estratégia adotada no mercado brasileiro foi mal elaborada“, diz José Roberto Martins, diretor da Global Brands, consultoria especializada em gestão de marcas.

A guinada veio, em 2004, com a associação com a francesa CPI. Os produtos, que custam a partir de 70 euros, deixaram de ser fabricados no Brasil e passaram a concorrer com marcas como La Prairie, Lâncome e Dior. “Estou à frente da linha e tenho participado do lançamento em vários países“, conta Gisela Pitanguy, filha do cirurgião e idealizadora dos produtos.

Leia a matéria original no site da IstoÉ Dinheiro.

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