Como Avaliar Ativos Intangíveis

Como Avaliar Ativos Intangíveis

A pesquisa sobre a avaliação de Ativos Intangíveis (ou do Capital Intelectual) das empresas pela GlobalBrands,  baseia-se nos estudos de uma grande amostra de propostas de métodos e teorias já aplicadas nos últimos anos. Esse artigo oferece um resumo da investigação de algumas dessas abordagens, as quais podem ser conhecidas com mais detalhes no livro Capital Intangível, escrito por José Roberto Martins.

Conforme as melhores práticas internacionais e locais amplamente comentadas na literatura especializada e acadêmica, os métodos de avaliação de intangíveis podem ser organizados em três grupos principais, que geram algumas variantes, mas sempre recorrentes a eles:

Income approach;
Market approach;
Cost approach.

Income approach

Considera que a empresa foi construída para continuar em operação para sempre, conceito econômico conhecido como going on concern. Supõe que a empresa vai gerar fluxos de caixa futuros que assegurarão sua perpetuidade. Assim, o valor da empresa (e de todos os seus ativos) seria o valor presente desses fluxos de caixa futuros, descontados por uma taxa de risco específica da empresa, de onde sairão os desencaixes da operação, gerando o fluxo de caixa livre para os públicos interessados na operação (stakeholders).

Market approach

Baseia-se no princípio da comparação, em que um possível interessado em um negócio não verá coerência em pagar por ele o valor que lhe custaria para adquirir outro empreendimento de natureza semelhante. Sob este método, há normalmente três enfoques de avaliação:

• Comparação com operações de fusão e aquisição recentes;
• Múltiplos para comparação;
• Capacidade de extensão.

A comparação entre as operações recentes possibilita o exercício de se colocarem em proporção os negócios já realizados e o negócio que está sendo realizado. Os múltiplos de comparação são, normalmente, as convenções mercadológicas que assumem que determinado tipo de negócio tem valor de “n” vezes o faturamento, ou “n” vezes o caixa gerado, entre outros.

Cost approach

É normalmente empregado para avaliar negócios que deixaram de gerar fluxo de caixa positivo para os stakeholders, e que possivelmente serão extintos (liquidados) ou transferidos. Quando um investidor pretende adquirir um empreendimento nessa situação, o objetivo central é saber qual o valor a ser investido nos ativos produtivos para que o negócio, ou um de seus ativos (tangíveis ou intangíveis), volte a produzir riqueza satisfatoriamente.

O critério costuma ser empregado para avaliação quando o empreendimento indica não ter mais possibilidade de retornos compatíveis com o esperado para o investimento, ou quando o interessado está focado apenas nos ativos da companhia a valor líquido ou de mercado, o menor.

Essas são as linhas gerais que quase todas as consultorias já aprenderam.

Mas as avaliações de ativos intangíveis são muito complexas, envolvendo mais de 200 metodologias, ou até mais.

Como é um serviço altamente especializado e custoso, recomendamos que as partes interessadas no tema tenham um propósito muito bem determinado antes de encomendar uma avaliação, o que pode ajudar a economizar dinheiro e tempo, esse um recurso intangível dos mais valiosos.

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